Milhas: Viaje Mais, Pague Menos - Hakatt

Milhas: Viaje Mais, Pague Menos

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Já imaginou viajar pelo mundo pagando quase nada nas passagens aéreas? Pois é, meu caro, esse sonho é mais possível do que você imagina.

A galera que viaja o tempo todo para destinos incríveis não é necessariamente rica. O segredo? Milhas aéreas. E antes que você pense “isso é coisa de rico” ou “é complicado demais”, relaxa. Vou te mostrar que acumular pontos e transformá-los em passagens é mais simples do que parece, e qualquer um pode começar hoje mesmo.

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O sistema de milhas é tipo aquele jogo que você joga no celular: quanto mais você entende as regras, mais você evolui. E a melhor parte? Nesse jogo, o prêmio é real: viagens reais, experiências reais, economias reais. Bora desvendar esse universo juntos?

O que diabos são essas tais milhas afinal? 🤔

Vamos começar do básico, porque nem todo mundo nasceu sabendo. Milhas aéreas são basicamente pontos de fidelidade que as companhias aéreas criaram para premiar clientes frequentes. Voou com eles? Ganhou milhas. Simples assim… ou quase.

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O lance é que o sistema evoluiu muito desde os anos 80. Hoje você não precisa nem voar para acumular milhas. Sim, você leu certo. Dá para juntar pontos fazendo compras no supermercado, pagando contas, abastecendo o carro, comendo fora… praticamente vivendo sua vida normal.

As milhas funcionam como uma moeda paralela no universo das viagens. Você acumula essas “moedas” através de programas de fidelidade das companhias aéreas e depois troca por passagens, upgrades de classe, diárias em hotéis e até produtos.

Os programas de fidelidade: escolhendo seu time ⚽

No Brasil, temos três grandes programas de milhas: Smiles (Gol), LATAM Pass (LATAM) e Azul Fidelidade (Azul). Cada um tem suas vantagens e particularidades, tipo time de futebol – todo mundo tem seu favorito e seus motivos.

O Smiles é conhecido por ter uma das maiores redes de parceiros para acúmulo. O LATAM Pass oferece acesso à rede OneWorld, uma das maiores alianças aéreas do mundo. Já o Azul Fidelidade se destaca pela facilidade de usar pontos em voos nacionais e pela parceria com a United.

A dica de ouro aqui? Não case com um programa só. Eu sei que parece contraintuitivo, mas ter contas em diferentes programas te dá flexibilidade. É tipo ter várias cartas na manga quando vai jogar.

Cartão de crédito: a mina de ouro das milhas 💳

Aqui está o pulo do gato que separa quem viaja de graça de quem reclama que passagem é cara. O cartão de crédito é, disparado, a forma mais eficiente de acumular milhas rapidamente.

Mas atenção: cartão de crédito não é para amador. Se você não paga a fatura inteira todo mês, esquece essa estratégia. Os juros de rotativo vão comer todo o valor que você economizaria com milhas e ainda sobra prejuízo. Sério, não faça isso.

Para quem tem controle financeiro, os cartões com programas de pontos são verdadeiras máquinas de milhas. Você transfere os pontos do cartão para os programas de fidelidade das companhias aéreas. A matemática é simples: cada real gasto vira pontos, pontos viram milhas, milhas viram passagens.

Como escolher o cartão ideal

Existem basicamente dois tipos de cartão: os de marca própria das companhias aéreas e os de bandeira que acumulam em programas multipontos. Os de companhia aérea geralmente dão bônus de boas-vindas generosos, mas te prendem àquele programa. Já os multipontos te dão liberdade para transferir para vários programas.

Antes de escolher, faça as contas. Olhe a taxa de conversão (quantos pontos do cartão viram uma milha), a anuidade, os benefícios extras e, principalmente, a pontuação por categoria de gasto. Alguns cartões dão pontos em dobro em restaurantes, outros em supermercados, outros em combustível.

E tem mais: muitos cartões oferecem bônus de boas-vindas absurdos. Tipo “gaste R$3.000 nos primeiros 3 meses e ganhe 30.000 pontos”. Isso aí já dá uma passagem nacional tranquilamente. É tipo começar o jogo já no nível 10.

Acumulando milhas no piloto automático ✈️

A estratégia ninja é fazer com que seus gastos cotidianos trabalhem para você. Paga aluguel? Usa o cartão. Faz compra do mês? Cartão. Netflix, Spotify, academia? Tudo no cartão. Óbvio que isso só funciona se você tem o dinheiro e vai pagar a fatura em dia.

Outra jogada inteligente: concentre os gastos da família em um ou dois cartões. Se você paga as contas da casa, coloca tudo num cartão só. Os pontos se acumulam muito mais rápido quando você centraliza.

Tem gente que vai além e paga até boleto de terceiros no cartão (cobrando depois, claro). Conta de condomínio, escola dos filhos, curso da faculdade… tudo vira oportunidade de acumular pontos. É o capitalismo trabalhando a seu favor.

Compras e parcerias: milhas em todo lugar 🛒

Os programas de milhas têm shoppings online próprios, tipo Smiles Shopping, LATAM Pass Shopping e TudoAzul Shopping. São tipo portais mágicos onde você compra na mesma loja de sempre, pelo mesmo preço, mas ganha milhas extras só por ter entrado pelo portal deles.

Funciona assim: ao invés de entrar direto no site da Magazine Luiza, você entra no shopping do seu programa de milhas, clica no banner da Magazine Luiza e faz a compra normalmente. Pronto, além dos pontos do cartão, você ganha milhas extras da loja. É literalmente dinheiro na mesa que muita gente deixa passar.

Restaurantes parceiros também dão milhas. Vinculou seu CPF ao programa? Cada jantar vira pontos. Hotel, aluguel de carro, seguro viagem… tudo pode gerar milhas se você souber onde procurar.

Promoções e bônus: o timing perfeito ⏰

Aqui é onde o jogo fica interessante. Os programas de milhas vivem fazendo promoções de transferência de pontos dos cartões. Tipo “transfira pontos do seu cartão agora e ganhe 50% de bônus”. Significa que 10.000 pontos viram 15.000 milhas.

Essas promoções são cíclicas e acontecem várias vezes ao ano. A jogada é não transferir seus pontos do cartão a qualquer momento. Guarda, espera a promoção aparecer e aí sim transfere tudo de uma vez. É paciência que vira economia.

Tem também as promoções de compra de milhas. Sim, você pode literalmente comprar milhas. E em certas promoções, sai mais barato comprar milhas com desconto e bônus do que comprar a passagem com dinheiro. Matemática pura.

A arte de resgatar: transformando pontos em viagens 🎯

De nada adianta ter um milhão de milhas se você não sabe usar. O resgate é uma ciência à parte, e é aqui que muita gente perde dinheiro sem perceber.

Primeira regra: fuja dos picos de alta temporada. Natal, Ano Novo, Carnaval, férias de julho… nesses períodos, as companhias aumentam absurdamente a quantidade de milhas necessárias para resgatar passagens. O que custaria 15.000 milhas em março pode custar 50.000 em dezembro.

Segunda regra: seja flexível. Quem tem data fixa para viajar geralmente se dá mal. Se você pode escolher viajar numa terça em vez de sexta, ou no início de novembro em vez do final, vai encontrar muito mais disponibilidade e preços melhores em milhas.

Os diferentes tipos de resgate

Tem basicamente três formas de resgatar passagens com milhas: programa próprio, programas parceiros e leilões de passagens.

No programa próprio, você usa as milhas Smiles para voar Gol, LATAM Pass para voar LATAM, etc. É geralmente mais barato em quantidade de milhas, mas te limita àquela companhia.

Nos programas parceiros é onde a mágica acontece. Sua milha da Azul pode te levar para Paris na United, sua milha da Smiles pode te colocar num voo da Air France. As alianças aéreas permitem isso, e às vezes você encontra verdadeiras pechinchas.

Aplicativos que facilitam sua vida 📱

A tecnologia é sua aliada nessa jornada. Existem apps que monitoram promoções, calculam se vale mais a pena pagar em dinheiro ou milhas, avisam quando os preços caem e muito mais.

O MaxMilhas, por exemplo, é uma plataforma onde você pode comprar passagens com desconto usando milhas de outras pessoas ou vender suas próprias milhas.

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Outro app essencial é o Melhores Destinos, que agregam promoções de passagens e te avisam quando rola alguma oportunidade imperdível. Vale muito a pena ter instalado e com as notificações ativadas.

Tem também os apps dos próprios programas de fidelidade, que são fundamentais para acompanhar seu saldo, transferir pontos e fazer resgates. Mantenha todos atualizados e com login salvo para não perder oportunidades relâmpago.

Erros que você não pode cometer ❌

Agora vamos falar dos micos que podem acabar com sua estratégia de milhas. Primeiro: deixar milhas expirarem. A maioria dos programas tem regras de expiração, geralmente 12 meses sem movimentação. Basta fazer qualquer movimento – uma transferência mínima, uma compra pequena – para renovar.

Segundo erro clássico: usar milhas para resgates de baixo valor. Tipo trocar 20.000 milhas por um fone de ouvido de R$100. Meu amigo, essas mesmas 20.000 milhas te levam para Fortaleza ou Porto Alegre. Não queime suas milhas com produtos, use para o propósito original: voar.

Terceiro: não fazer as contas. Tem gente que resgata passagens com milhas só porque tem milhas, sem calcular se não seria melhor comprar com dinheiro e guardar as milhas para uma viagem mais cara. Sempre calcule o CPM (Custo Por Milha). Divida o preço da passagem em dinheiro pela quantidade de milhas necessárias. Se der menos de 1,5 centavos por milha, geralmente não vale a pena resgatar.

Estratégias avançadas para voar longe 🌍

Quando você pega o jeito da coisa, dá para fazer viagens que parecem impossíveis. Voos internacionais em classe executiva que custariam R$15.000 podem sair por 80.000 milhas mais taxas de uns R$800. É literalmente economizar mais de 90%.

Uma estratégia ninja é usar milhas para trechos caros e pagar os trechos baratos. Exemplo: você quer ir para a Europa. O voo internacional é caro, mas voos internos na Europa são baratos. Usa milhas para o trecho intercontinental e compra os voos dentro da Europa com dinheiro mesmo.

Outra: stopover estratégico. Muitos programas permitem uma parada gratuita no meio do caminho. Quer ir para a Ásia? Faz um stopover de uns dias em Dubai, Paris ou Istambul usando as mesmas milhas. É tipo fazer duas viagens pelo preço de uma.

Milhas são investimento? 💰

Essa é polêmica, mas vou te dar minha visão real: milhas não são investimento financeiro no sentido tradicional. Elas não rendem, pelo contrário, perdem valor com o tempo pela inflação e mudanças nas tabelas de resgate.

Mas são investimento em experiências. Aquela viagem que você não faria porque é cara demais? Com milhas ela se torna viável. Aquele upgrade para executiva que te faz chegar descansado para a reunião importante? Possível com milhas.

O truque é não acumular milhas indefinidamente como se fossem ouro. Use, aproveite, viaje. O valor está na experiência, não no número da sua conta de milhas.

Começando hoje: seu plano de ação 🚀

Chega de teoria, vamos ao prático. Primeiro passo: escolha um programa de fidelidade principal e faça seu cadastro. Comece com o que tem mais voos nas rotas que você pretende fazer.

Segundo: analise seus gastos mensais e escolha um cartão de crédito que faça sentido para seu perfil. Se você gasta muito em supermercado, pega um que pontua bem nessa categoria. Viaja muito a trabalho? Foca em cartões com benefícios para viagens.

Terceiro: vincule seu CPF em todos os programas, mesmo que não sejam seu foco principal. Nunca se sabe quando uma oportunidade vai aparecer. É de graça e leva cinco minutos.

Quarto: instale os apps dos programas e ative notificações de promoções. Configure alertas para rotas que te interessam. A informação rápida é a diferença entre pegar ou perder uma promoção.

Quinto: defina um objetivo. “Quero ir para o Nordeste nas próximas férias” ou “Meta: Europa no ano que vem”. Ter um objetivo claro te mantém focado e motivado a acumular.

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O mindset das milhas 🧠

No fim das contas, milhas são sobre mindset. É sobre ver oportunidades onde outros veem apenas gastos cotidianos. É sobre planejar, ter paciência e ser estratégico.

Não é esquema mágico nem truque de rico. É simplesmente usar as ferramentas disponíveis de forma inteligente. As companhias aéreas criaram esses programas, os bancos oferecem esses cartões, as oportunidades estão aí. Basta você pegar.

E a melhor parte? Quanto mais você entra nesse universo, mais aprende. Você começa acumulando para um voo nacional e em dois anos está planejando uma volta ao mundo. Já vi isso acontecer com tanta gente que perdi a conta.

Então para de procrastinar. Aquela viagem dos sonhos não vai se pagar sozinha, mas suas milhas podem fazer isso por você. O segredo está revelado, agora é só colocar em prática. E quando você estiver curtindo uma praia paradisíaca ou explorando uma cidade europeia tendo pagado praticamente nada na passagem, vai lembrar desse texto e pensar “valeu cada segundo investido nisso”.

Bora viajar? ✈️🌎

Andhy

Apaixonado por curiosidades, tecnologia, história e os mistérios do universo. Escrevo de forma leve e divertida para quem adora aprender algo novo todos os dias.